Pesquisa aponta o turismo doméstico como propulsor da retomada do setor no Brasil

Pesquisa aponta o turismo doméstico como propulsor da retomada do setor no Brasil. O estudo realizado pela plataforma Hoteis.com apontou que mais da metade dos brasileiros planeja viajar após o fim da pandemia. Ainda de acordo com a pesquisa, 47% dos respondentes visam os destinos nacionais como principal opção para visitar. O litoral brasileiro se destaca, e as capitais mais cotadas são Florianópolis (32%), Fortaleza (29%), Recife (23%), Rio de Janeiro (22%) e Salvador (20%).

Para as agências de viagens, a retomada deve acontecer antes do fim do ano e será, provavelmente, mais rápida e mais larga que se pensa. No entanto, o consumidor está mudando – mas as mudanças serão lentas e serão, em grande parte, prorrogações de tendências já existentes, como a busca pelo bem estar, por exemplo.

Essa transformação pode ser vista nos dados obtidos na pesquisa que revelam que 53% dos entrevistados vão priorizar passeios com a família e 46% preferem destinos ao ar livre para evitar aglomerações, o chamado overtourism, que vinha sendo muito discutido nos últimos anos.

Setor hoteleiro

Um dos setores mais afetados durante a pandemia é o hoteleiro, que depende diretamente de viagens e turismo. Em 2019, o movimento dos hotéis representava 8,1% do PIB brasileiro, mas com a crise, essa participação caiu para 6,6% (a perda já supera os R$ 14 bilhões). Nos últimos meses, a taxa de ocupação dos hotéis brasileiros caiu 96% e, segundo projeções do setor, a retomada deve levar no mínimo 18 meses.

Dos 400 hotéis do grupo na América do Sul, 100 estavam abertos. Até o fim de junho 240 hotéis foram abertos – 60% da operação na América Latina. O grupo optou pela reabertura econômica dos hotéis.

Ainda de acordo com o CEO, a  previsão de desempenho é que o ano completo de 2020 seja equivalente a metade de 2019.

Já em 2021, a previsão para o Brasil é chegar no 4º trimestre, com desempenho equivalente ao 4º trimestre de 2019.

A retomada das atividades turísticas domésticas pode aquecer o setor e a economia, pois temos cerca de 100 milhões de turistas no Brasil, sendo que 94% destes são brasileiros e apenas 6% (que equivale a 6 milhões) são turistas estrangeiros que visitam o Brasil.

Além disso, o país possui 10 milhões de brasileiros, com recursos, acostumados a viajar ao exterior que podem investir  no turismo nacional. Isso pode ser na verdade um meio de salvação para o setor nos próximos meses.

O mercado está otimista, as pessoas já estão procurando os destinos domésticos para lazer e trabalho. Vale lembrar que o setor de Turismo é um dos segmentos que mais geram empregos no Brasil (em média 14%).

As agências de viagem e o setor hoteleiro já estão preparados para as novas exigências do consumidor, que vão além do preço e qualidade dos serviços contratados, bem como no que diz respeito a informações prévias dos destinos, segurança, condições de adiamentos e cancelamentos.

Em resumo, o Brasil está repleto de destinos incríveis, muitos ainda desconhecidos pelos turistas, só esperando a retomada das atividades para serem aproveitados. “Regionalizar” o turismo, desenvolvendo toda a cadeia produtiva do setor pode gerar emprego e renda para a população local e, assim, alavancar a economia brasileira.

Fonte: Site Agente de Valor

Luciane Santana
Luciane Santana
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